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Prozac natural e o efeito do hipericão

Numa sociedade em que os níveis de stress atingem valores incomportáveis e na qual o ritmo de vida não pára de exigir mais de cada um, não admira que os fármacos usados para tratar patologias depressivas liderem as vendas de produtos farmacêuticos…

A depressão é um autêntico flagelo que assola o século XXI, potenciada ainda pela degradação das condições de vida que se observam no momento actual.

Mas à semelhança de outros produtos farmacêuticos, os antidepressivos de síntese química não são isentos de efeitos secundários. Não é portanto de admirar, que se procurem alternativas menos invasivas no manancial terapêutico que se encontra ao dispor da medicina. Entre estas, temos por exemplo a fitoterapia e neste âmbito, uma das plantas mais usadas neste tipo de quadro patológico é o Hipericão, vulgarmente descrito como o Prozac Natural.

O hipericum perforatum (nome latino), – não confundir com o “nosso” hipericão do Gerês -, é a eleita para o tratamento de casos de depressão ligeira a moderada. Embora não se conheça com precisão o seu mecanismo de acção, pensa-se que estará relacionado com alguns dos seus constituintes, nomeadamente uma substancia chamada hipericina.

O seu efeito não é imediato podendo demorar algumas semanas até à sua manifestação. Outro dado importante a este nível, é que alguns estudos revelam a existência de efeitos secundários ainda não totalmente definidos. Pensa-se que a nível enzimático, o hipericão interfira com a metabolização de outros fármacos a nível hepático e portanto, com os seus efeitos terapêuticos, pelo que deverá sem sempre utilizado com precaução e sob supervisão médica.

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