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Medicina Tradicional Chinesa e Memória

A deterioração das funções mentais e em particular a perda de memória são uma inevitabilidade do processo de envelhecimento.

Dentro destas e embora existam outras possibilidades, uma grande parte das patologias que envolvem degeneração do tecido nervoso são habitualmente categorizados como demências.

Alguns dos factores que podem levar à manifestação da doença, incluem o património genético (hereditariedade), a nutrição ou mesmo toxinas ambientais lesivas para o tecido nervoso.

De acordo com a Cultura Chinesa, a mente engloba a consciência, emoções e o pensamento, e assume a designação de SHEN.

O SHEN é responsável pelo raciocínio, pela criatividade, pela sabedoria e memória. O seu desequilíbrio contribui para o desenvolvimento de patologias que se manifestam como falhas de memória, cansaço intelectual, esgotamento, ataques de ansiedade ou mesmo insónia.

A MTC propõe aos seus utilizadores uma série de alternativas para recuperar a função cognitiva. Desde exercícios de qiGong e taiqi, ajustamento nutricional, e aplicação de técnicas de acupuntura e fitoterapia, tudo pode e deve ser conjugado para benefício do paciente.

Nunca deve um paciente que sofra desta, ou de outra qualquer doença, abandonar o seu médico alopático, mas a verdade é que alguns estudos científicos tem demonstrado a eficácia da Medicina Tradicional Chinesa no tratamento desta e de outras patologias do foro mental.
Propomos a este nível, a consulta de um estudo [1] que compara por via de imagens funcionais, alterações no cérebro de pacientes com diagnóstico de demência vascular antes e depois de serem sujeitos a acupunctura direccionada. Na fase pós acupunctura, estes pacientes apresentavam um aumento significativo no metabolismo da glucose cerebral, facto neurológico que suporta a tese de que a acupuntura poderá contribuir para uma melhoria da função cognitiva (consultar também esta meta-análise [2]).

Mas há mais estratégias que pode usar, mesmo que não sejam do foro directo da Medicina Chinesa… Óleos e ácidos essenciais como os ómega 3 ou ácido fólico, e nutrientes como os flavonóides são essenciais para melhorar a capacidade cognitiva. Se o seu objectivo é melhorar a sua memória, ou diminuir o cansaço intelectual, aumente a ingestão de alimentos como o mirtilo, peixe (rico em ómega3), verduras, sementes e frutos secos.

Mas não esqueça que dos factores mais importantes no controlo da doença de Alzheimer não depende directamente da Medicina Convencional ou da Complementar, mas do próprio paciente! – Manter uma actividade física e mental regular é fundamental para o equilíbrio funcional do indivíduo. Seja passear, nadar, fazer meditação ou simplesmente socializar…

A este propósito, partilhamos a estratégia de uma paciente de respeitosa idade:

-Em minha casa não há uma semana igual à outra! Todas as semanas troco de lugar o conteúdo de várias gavetas e armários!
Clínico:
-Porquê?
Paciente:
-Porque ao andar constantemente a tentar lembrar-me aonde deixei na semana anterior os talheres ou as meias, obrigo o cérebro a funcionar, e como qualquer músculo, quanto mais se treina, mais apuradas as suas capacidades!

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